Foi em Paris, mas podia ser por cá.

14 Abr

Hoje foto de Robert Doisneau.

A velocipedia militar

13 Abr

Diz uma folha de Bragança que em caçadores 3 se tem ministrado instrucção de velocipedia a todos os officiaes e praças de pret, que concorrem á gymnastica e esgrima da escola pratica de infanteria, executando-se já n’um concurso exercícios á voz com muita correcção e prontidão.
Nos exercícios de tactica applicada da companhia de guerra que concorre á escola em maio próximo vae ser applicada a velocipedia no serviço de correios e exploração.

Comunicação retirada d’O Velocipedista (1893)

O contingente velocipédico em 1893

10 Abr

O numero de cicletas em França está calculado em 300:000!
Na Allemanha existem 200:000 velocipedistas dando só Berlim um contingente de 5:000.
Uma das academias velocipédicas inglezas, deu 7:000 lições de bicycleta durante uns 6 meses, muitas das quaes a senhoras. Taes lições representam, pouco mais ou menos, 1:500 velocipedistas novos!
A Liga de Velocipedistas americanos conta actualmente 34:304 membros de cujo numero 1:162 pertencem ao sexo fraco!
Deve haver hoje em Portugal seus 8:000 velocipedistas, sendo 4:000 montados.
O Porto conta hoje perto de 2:000 velocipedistas sendo 500 montados.

Estatisticas d’O Velocipedista (1893)

Coimbra a preparar o Verão

6 Abr

A corporação de bombeiros voluntários de Coimbra, uma das que mais se tem feito notar pelo ser progresso e pela maneira como estuda todas as inovações, a fim de prestar os seus humanitários serviços com maior rapidez, estuda a introdução das bicycletas para a conducção do piquete de bombeiros que acompanham a bomba quando em incêndios fóra da cidade.

Notícia d’O Velocipedista (1893)

Fim-de-semana de borga

3 Abr

Carlos Minchin, A. Machado, Peixoto, partiram para Braga no sabbado, em bicycleta, regressando domingo à noite, perfeitamente bem dispostos. Foram assistir às festas que a academia de Braga alli realisara.

Passeios retirados d’O Velocipedista (1893)

Conselhos prudentes

1 Abr

Damos a seguir os que o reputado professor allemão  Matatodos insere no seu famoso livro Nãoexistezeitung:

1º Montar de verão em traje de banho e de inverno com facto de mergulhador.

2º Levar sempre na bolsa da machina um barril de aguardente e uma canôa para em caso de resfriamento poder tomar-se um banho alcoolico.

3º Quando se chega de uma excursão violenta e se sente o corpo a transpirar, deve tomar-se um banho de agua gelada, tendo o cuidado de prevenir antecipadamente a família para que vá preparando o luto e chamando o armador.

4º Não emprehender excursão alguma sem ter feito calafetar, a pedra e cal hydraulica, as fossas nasaes e a bocca, a fim de evitar a entrada do ar. A respiração effectua-se pela parte porterior das orelhas onde o cyclista mandará rasgar dois postigos com uma pequenina faca de cosinha.

5º Nas paragens ou descanços, não deve comer senão pão de milho, quando não haja outra coisa; assim como é conveniente não fumar, a não ser que tenha cigarros ou dinheiro para os comprar.

6º Para evitar que haja desarranjo nos ossos dos joelhos e dos pés, todo o cyclista deve, antes de sahir de casa, praticar, como uma verruma, dois pequenos orifícios na perna e pé, introduzindo n’esses orifícios a maior porção de petróleo que lhe seja possível.

7º Estando provado que a bicycleta caminha tanto mais quanto menos fôr o pezo da pessoa que a monta, convem que todo o cyclista leve só a cabeça, os braços e as penas, deixando em casa o tronco, á excepção da parte que precisa para occupar o selim.

8º Com o fim de evitar as quédas nas curvas das estradas, é conveniente desmontar a 100 metros de distancia ou, o que é ainda mais seguro, deixar-se ficar em casa.

9º Para não arranjar corcunda (vulgarmente chamada sêmea) deve levar-se o corpo metido n’uma prensa de copiar fabricada de algodão em rama para não pezar demasiado.

10º Para ter conhecimento de todos os progressos da velocipedia, corridas, ‘records’, ‘matchs’ e quejandas eguarias e mais legumes cyclicos, deve assignar a revista quinzenal ‘O Velocipedista’, enviando a quantia de 1:200 réis á sua administração, rua de D. Pedro, 184 – Porto.

Estes 10 mandamentos se encerram em dois – ter a maxima cautella e caldos de galinha; e não deixar de assignar este jornal por coisa nenhuma d’esta vida, a não ser por falta de dinheiro que é a única razão que póde convencer-nos…

Em vista do que não lhes dizemos mais nada para não os affligir.

Conselhos d’O Velociedista (1 de Abril de 1895)

O Velocipedista na TimeOut de Abril

1 Abr

A TimeOut Porto de Abril dedicou seis páginas inteirinhas às coisas do ciclismo urbano no Porto.

Uma das páginas foi dedicada ao ciclismo digamos, mais clássico, destacando-se o Maria Amélia e o trabalho aqui dos meninos no Velocipedista.